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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Domingo de Festival TomaRRock



E o segundo dia de Festival TomaRRock chegou prometendo muito Roquenrou, mas sendo aberto pelo Grupo de RAP: GDR. Os MCs da Gang do RAP abriram caminho para as apresentações roqueiras que se seguiram.




A Banda Klethus fortaceleu seu retorno trazendo o seu conhecido repertório. Ostin e AltF4 fizeram a dobradinha Hardcore. O público das bandas se fez presente e lá se foram gritos e gritos de "mais um" e "lindos" para os integrantes das bandas.




Morando em São Paulo, mas saida do Acre veio a banda estrangeira da noite. Não tão barulhenta quando a BDC, Los Porongas fez os roraimenses cantarem juntos as suas letras. Em um show hipnotizante e intimista os acreanos mostraram a razão de terem sido escolhidos como a grande atração do segundo dia de TomaRRock.



(mais informações sobre o show na matéria especial de Paola Carvalho)

E pra não dizer que faltou barulho no final da noite de domingo, o Power Trio da Veludo Branco fechou a noite. Gonzo, Matuza e Mirocem fecharam a noite com seus sucessos em um dos shows de Rock mais conhecidos e aplaudidos do Estado. Veludo Branco e seu Roquenrou finalizaram o maior Festival de Música Independete do Estado deixando no ar aquele cheiro de: ainda bem que ano que vem tem mais,



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E o Palco Canoa colocou mais uma TereZa na vida de Boa Vista

Que não me levem a mal aqueles mais apegados as suas convicções políticas, a comparação a seguir é 100% ilustrativa. Boa Vista tem uma forte ligação com o nome Teresa. A Boa Vista dos anos 90, começo e meados dos anos 2000 foi construída e administrada por uma mulher com este nome. Coincidência ou não, uma TereZa carioca desembarcou nesta tarde em Boa Vista. A noite ela fez fãs e deu um ótimo show de rock ao público do Palco Canoa.



Nesta mesma um noite um pequeno grande homem deu início as apresentações musicais do Palco. Neuber Uchôa trouxe toda a qualidade dos músicos regionais para o evento. De pimenta com sal a macunaimando o público pode curtir o melhor do repertório do artista.

Depois de Neuber chegou a vez de Boa Vista conhecer sua nova TereZa. A espera valeu a pena. A chuva foi menos egoista com o público e permitiu que o show da banda fosse acompanhado pelos presentes sem que esses tivesem que se molhar (muito).

O público foi receptivo com a banda e TereZa retribuiu a altura. Uma apresentação empolgante levantou os roraimenses, que em sua grande maioria, infelizmente, não conheciam a maioria das músicas, mas fizeram questão de acompanhar a banda até o fim de sua animada apresentação.


Depois que o Tereza saiu do Palco uma velha conhecida tomou o seu lugar, a Banda Veludo Branco. Gonzo, Cesar e Mirocem fizer o show barulhento e cheio de roquenrou que a cidade das Teres/zas já conhece há tempos.

Opala Branco, Corpete Vermelho, Fora da Lei, foram algumas das músicas que fecharam a terceira noite de Palco Canoa.



Valeu bandas. Valeu público. Amanhã tem mais!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Veludo Branco – Festival Megafônica 2010 – Parte Final


Enfim chego ao ápice de nossa passagem por Belém. Em nosso penúltimo dia, a ansiedade pra tocar já me consumia imensamente, ainda mais pelo fato de ter visto na noite anterior shows muito bons, o que me excitou bastante o suficiente para abrir a primeira lata do dia as 9 da manhã, a fim de celebrar a chegada do nosso amigo Artur, que na ocasião substituiria o baixista Mirocem.

Partimos novamente com atraso para o Sebrae, afim de participar do Congresso Fora do Eixo. Ficamos por lá até o fim da tarde, e retornamos cansados para a hospedagem solidária e nos preparamos para irmos ao Açaí Birutas com nosso Cicerone Raul para o grande momento da Veludo Branco em Belém – O Show no Festival Megafônica.

Devo frisar que o Açaí Biruta é um lugar muito F****! O Som mais brutal proporcionalmente ao lugar que já toquei até então. Mas vamos ao que interessa o nosso show. Fomos escalados pra subir às 22 horas, porém com uns atrasos, acredito que subimos no palco perto da meia noite. A casa ainda estava recebendo o público, mas já havia pessoas suficientes para se apertarem na frente do Palco.

Tivemos a honra de sermos apresentados como uma das bandas mais pesadas do festival. É algo que não nego, me orgulha muito, pois apesar de nossa proposta musical ser enraizada no vintage, no rock n’ roll clássico, nosso objetivo sempre foi transformar a Veludo Branco, num Power trio pesado e visceral ao vivo! Acho que atingimos a meta quanto a nossa sonoridade.

Havia um ar de tensão entre nós no palco, pois seria a primeira vez em anos que Matuza e eu não tocávamos com Mirocem. Num primeiro instante fiquei inseguro porque havíamos feito apenas 2 ensaios com Artur, mas foi ouvir a batera do Matuza falando alto nos PA’S, e a primeira entrada de acordes minha em sincronia com Artur que toda a mágica que nos une começou!

Me arrepio nesse instante em que escrevo estas palavras, pois a felicidade de dividir novamente o palco com um grande amigo que tenho, e parceiro musical, Artur, juntamente com o Cara que traduz minhas idéias loucas de ritmo na bateria, Cesar, foi algo acima do sonhado!

A cada música tocada, parecia que os três eram velhos cúmplices. Tomamos de assalto Belém, e ver outra vez num show da banda, o público subindo no palco e dando moshs foi inesquecível!




O que falar do público de Belém? O mais insano e rock n’ roll que já tocamos até então! Se há uma cidade que bato no peito e digo que agora é especial pra banda, essa é Belém, pode anotar babe! Pela recepção, pelos espaços que tivemos pra divulgarmos nosso trabalho, pelas amizades que cultivamos, pelo público insano, pelo açaí, pelas lindas mulheres de glúteos favoráveis, e pela cena absurdamente rica e plural!



Com o show encerrado, o publico em delírio, e nós mais ainda, a missão da Veludo Branco estava cumprida! Era hora de descer do palco, fazer os contatos, articular novos shows e colher os frutos de nossa passagem por Belém.

Obrigado ao convite do Coletivo Megafônica, ao Canoa Cultural por nos ajudar a viabilizar nossa circulação, ao Circuito Fora do Eixo, aos Coletivos do Norte, os amigos Raul Bentes e Família, Paris Rock, The Baudelaures, Dharma, Fábio Gomes – Som do Norte, Casarão Floresta Sonora e toda Turma da Culatra (risos), os irmãos Brown-Há, Mini Box Lunar, Manola Vilas Boas, todas as bandas em geral e a todos os amigos de copo que não guardei os nomes, as pessoas que nos cumprimentaram, compraram nossos produtos, tiveram junto de nós enquanto tocávamos, aos Deuses do Rock N’Roll, que sempre conspiram favoráveis a Veludo Branco, seja onde estivermos, e é claro, a três pessoas, Cesar Matuza, Artur e Mirocem (mesmo não estando presente fisicamente) de valor inestimáveis e importantes na minha história musical, que puderam me proporcionar mais uma vez na vida, vivenciar meu sonho de garoto, de fazer o rock n’ roll rolar, pegar a estrada, e ser feliz fazendo o que mais me realiza nesse plano: Rock N’Roll!

Fim.

Victor Matheus
(ouvindo Black Crowes – Jealous Guy)


Ripado de roraimarocknroll.blogspot.com/

Veludo Branco – Festival Megafônica 2010 – Parte 1

Meu caro, se há 10 anos atrás alguém chegasse para mim e dissesse: “terás uma banda de rock n’ roll, viajarás pelo norte do Brasil, tocarás em Belém, e terás um show foda por lá!” eu sinceramente riria na cara desse sujeito. Pois bem, como isso nunca aconteceu, e hoje a profética frase se transformou em realidade, posso lhe dizer caro leitor, Belém é foda! Vou deixar meu breve relato in loco de nossa estadia de 4 dias, abordando um lado mais pessoal e de bastidores do que foi nossa passagem pela terra do Calipso, do TechnoBrega e do público mais rock n’ roll que já tocamos até então. Na verdade, toda essa história começou em Macapá, com nossa participação no Festival Quebramar 2010. Ao retornarmos a Boa Vista, recebemos o convite do Coletivo Megafônica para participarmos do 1º Festival Megafônica, e segundo o que capitei nos ares Beleenses, foi nossa performance no Quebramar que cativou os organizadores do Festival. Esse convite veio bem a calhar, pois eu já estaria em Belém para participar do Congresso Fora do Eixo – Etapa Norte, junto ao coletivo Canoa Cultural. Esse fato demonstra claramente como os deuses do Rock conspiram ao nosso favor, ou será apenas uma boa coincidência? Para nosso show em Belém, não poderíamos contar com a formação completa da Veludo, pois nosso baixista teria outros compromissos profissionais na mesma data. Por conta disso, convidei um velho amigo das antigas, Artur Guilherme para dar essa força no baixo. Fizemos 2 ensaios rápidos, e como já havia uma química musical entre nós, foi como voltar aos velhos tempos de rock n’roll que fizemos juntos. Aproveitamos o encontro para resgatar uma saudosa música que compusemos juntos nos tempos de Mr Jungle, chamada “Fazendo Rock N’Roll”, dando uma pegada mais vintage e swingada em relação a versão original, que é mais linear ao melhor estilo AC/DC. Disse assim “vamos levar Fazendo Rock N’Roll mais pro espírito Led Zeppelin, James Brown, algo mais quente como a gente – risos”. Foi instantâneo. O arranjo veio tão naturalmente que parece que a música sempre foi tocada assim.



Passagens compradas, Cesar Matuza e eu chegaríamos dia 26, uma quinta feira, enquanto Artur somente no dia do show por conta do seu trabalho e estudos. Fomos recebidos pela equipe de atendimento do Coletivo Megafônica, e devido a logística, nos receberam com transporte solidário (devo dizer também que o percurso até nossa hospedagem solidária foi bem, digamos, cheio de adrenalina, por conta de nosso agradável motorista psicopata e gente boa que acabo de esquecer o nome – perdoem-me – lembrei (risos) Daniel) Ficamos hospedados, a convite, no apartamento do amigo jornalista Raul Bentes, responsável pelo cerimonial do Festival, e da web rádio Independentes do Brasil. Desde já deixo aqui nosso agradecimento pela recepção que tornou nossa viagem mais agradável e memorável.

Dei uma entrevista para a MTV Belém , canal 25, onde falei sobre a Veludo Branco, o Coletivo Canoa Cultural e a cena do nosso estado. Me chamou muito a atenção o som do Dharma, e o fato do baixista me lembrar o Chaves, pois sempre que acabava a música e todos silenciavam-se, ele vinha com alguma pérola em resmungo (desde xingar o tecladista que não estava lá a outras coisas mais estranhas – risos)





A noite, nosso cicerone Raul e seu primo Andrei nos levaram ao Rock N’Roll Circus, lanchonete da cidade com sanduíches deliciosos com nomes bem sugestivos. Comemos e partimos para um pub chamado StudioPub, onde conferimos um show-tributo ao Led Zeppelin, com uma banda muito eficiente e um vocalista caricato que lembrava uma mistura de Dio e Daltrey, e as madeixas e timbre de voz de Plant.



Finalizamos nossa épica noite etílica no Subway, e nem preciso citar o grande mico do embriagado aqui que vos escreve, que ao chegar no local pediu um “xis salada”. É esse tipo de gafe que acontece com pessoas que não são acostumadas a grandes cidades e lugares diferentes para apreciar a gastronomia local de franquias.


Devido ao meu estado etílico pouco recomendável pela organização mundial de saúde, fui levado de maca para nossa hospedagem solidária. nem preciso dizer quantos engoves e caldos foram precisos para me reestabelecer pro dia seguinte neh?



Devido ao meu estado etílico pouco recomendável pela organização mundial de saúde, fui levado de maca para nossa hospedagem solidária. nem preciso dizer quantos engoves e caldos foram precisos para me reestabelecer pro dia seguinte neh?


(continua no próximo episódio...)

Ripado do roraimarocknroll.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de julho de 2010

WEB TV Canoa - Novo Episódio (Festival Quebramar)

Miranda (Produtor Musical) e Cesar Matuza (Veludo Branco)

Confira mais uma episódio da WEB TV Canoa.

O doc. apresenta a participação da banda Veludo Branco, do Coletivo Canoa Cultural e um resumo do que aconteceu no Festival Quebramar, realizado este mês em Macapá/AP pelo Coletivo Palafita.

Divirtam-se!

assista: http://www.youtube.com/watch?v=MwotGGyngI8
web tv Canoa: www.youtube.com/canoatv


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Na Estrada - Veludo Branco no Festival Quebramar 2010

Banda Veludo Branco na Fortaleza São José - Macapá/AP

Em quatro anos de estrada e o 1º disco oficial a ser lançado ainda em 2010, o Power trio de rock n’ roll Veludo Branco formado por Mr Gonzo (Voz, guitarra), Mirocem Beltrão (baixo) e Cesar Matuza (bateria) já participou de vários festivais de música pelo Brasil, passando pelos estados do Amazonas, Rondônia e Rio Grande do Sul além de realizar um show internacional com o ex vocalista do Iron Maiden – Blaze Bayley em Manaus – AM.

O próximo show na agenda da banda acontece na cidade de Macapá - AP, onde participará do Festival Quebramar, dividindo o palco com bandas consagradas como Móveis Coloniais de Acajú e Nação Zumbi.

O Power trio embarca de avião dia 7 de julho (quarta-feira). Realiza o show no dia 10 de julho (sábado) retornando a Boa Vista no dia 11.

A banda Veludo Branco conta com o Patrocínio de:
- Academia World Gym
- Motel Buritis
- 2B Autotintas
- Radialista Renan Bekel

Contatos:
Tel.: 95 – 8113 08 94
Email: mrgonzorr@gmail.com
Site: www.veludobranco.com.br

quarta-feira, 31 de março de 2010

AGENDA: VELUDO BRANCO E BLAZE BAYLEY EM MANAUS





Depois de realizar a primeira turnê pelo Rio Grande do Sul, no mês de março, a Banda de Rock N’Roll Veludo Branco, formada por Mr Gonzo ( Voz e Guitarra), Mirocem Beltrão (Baixo) e César Matuza (Bateria), embarca no próximo dia 08 de abril para mais um compromisso em sua agenda de shows.

Dessa vez, o destino é Manaus, onde farão o pré show de Blaze Bayley, ex-vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden e desde 2000 em carreira solo, que traz para Manaus sua mais recente turnê, intitulada “Promise and terror tour”, divulgando seu último CD, de mesmo nome.

Show
Em Manaus, Blaze se apresenta na Cervejaria Fellice. Fazendo o pré-show está à banda Veludo Branco, de Boa Vista (RR), em turnê pelo País, e o grupo local Sweet Case. O primeiro lote de ingressos já está sendo vendido no local pelo preço de R$ 50 (estudante). Já a área VIP custa R$ 80, com direito a camisa e foto com o vocalista.

blaze bayley


Blaze Bayley - Carreira


Blaze participou da banda Wolfsbane no começo da década de 90 e do Iron Maiden de 1995 até 1998, até a volta de Bruce Dickinson.
A sua carreira solo atingiu conhecimento mundial apenas em 2008, quando ele mudou o nome da banda de “Blaze” para “Blaze Bayley” e contratar novo empresários e integrantes. Foi nesta época que ele lançou o álbum “The man who would not die”. Este disco gerou grande repercussão no mundo todo e foi considerado pela crítica um dos melhores lançamentos dos últimos dez anos do gênero. Os integrantes da banda que participaram da criação deste disco foram Nicolas Bermudez e Jay Walsh nas guitarras, David Bermudez no baixo e Lawrence Paterson na bateria.
Em 2010 foi lançado o disco “Promise and terror”. A formação dos músicos é a mesma. A turnê se iniciou no mês de fevereiro e geralmente mostra um Blaze mais vivo do que nunca e esbanjando vigor nas apresentações ao vivo.
fonte: Jornal A Crítica

Veludo Branco
O ano de 2010 têm sido muito especial nos 3 anos de história da banda de rock roraimense Veludo Branco. É o ano de marco de lançamento do seu 1º disco intitulado “Veludo Branco Rock N’Roll”,(http://www.veludobranco.com.br/ – baixe grátis) e uma extensa turnê nacional que iniciou em março no Rio Grande do Sul. Para o 1º semestre do ano, a banda ainda tem em sua agenda, shows pelos estados do Amazonas, Rondônia, Acre, Pará, Amapá e Distrito Federal .

Contato p/ shows e patrocínio: (95) 8113 08 94
http://www.veludobranco.com.br/
www.palcomp3.com.br/veludobranco




sexta-feira, 12 de março de 2010

VELUDO BRANCO EM TURNÊ NO RS






Muitos em Roraima ainda desconhecem o papel representativo no eixo cultural do estado do Coletivo Canoa Cultural, sociedade civil sem fins lucrativos, representante do Circuito Fora do Eixo e Ponto Fora do eixo no estado, facilitador do diálogo entre os mais diversos seguimentos culturais local como CUFA, bandas, artistas plásticos, movimentos sociais e afins e gestor/ fomentador da cultura regional independente do norte que é exportada para o Brasil.

Uma das ações pautadas no Canoa Cultural é a integração do cenário musical local e regional, realizando eventos com shows musicas, festivais e intervenções, coordenando um coletivo de bandas e artes integradas que trabalha de forma organizada, associativa, colaborativa e sistemática para fortalecer a cena musical e artística independente de Roraima.

Entre essas propostas está também a articulação e circulação das bandas do estado para todo o Brasil, a exemplo, por intermédio do Canoa Cultural, Mr Jungle, Somero, Ostin, Altf4, Klethus e Veludo Branco.

Nesse mês de março, como parte dessas ações de integração e circulação, está sendo realizada uma parceria entre o coletivo Canoa Cultural e coletivos do extremo sul do Brasil - Macondo Lugar, Satolep e Extremo rock sul - afim de estabelecer uma relação de intercambio entre bandas, produtores e agentes culturais dos 2 estados.

Para essa primeira ação, a banda Veludo Branco estará na próxima semana, a partir do dia 17, realizando a primeira turnê oficial de lançamento do Disco de estréia intitulado “Veludo Branco Rock N’Roll”.

A banda rodará pelas estradas gaúchas algo em torno 1.600 km representando o estado de Roraima e divulgando não só o circuito independente de musica nortista, mas uma série de outras faces da cultura amazônica também.

Na agenda da banda estão confirmadas as cidades de Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas, contando com 3 shows, sendo 1 acústico, além de participar de debates com produtores e agentes culturais locais.Em breve, com a conexão estabelecida entre os extremos do Brasil, será possível que várias bandas de Roraima escoem para o RS e todo Brasil.

Roraima mostra mais uma vez sua força e sua relevância no cenário cultural nacional, e o Canoa Cultural é uma das vitrines desse processo que vem transformando positivamente o “jeito de se fazer” cultura em nosso país.

Por Victor Matheus
Circuito Fora do Eixo - Coletivo Canoa Cultural
Produtor e Agente Cultural
Músico e poeta

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Grito Rock 2010 Boa Vista - Primeira Noite

A primeira banda da noite foi a Jam Rock, que fez um show coeso e bem seguro, destilando seus hits e mostrando com muita propriedade a mescla de reggae, rock pop e hard core com um espírito juvenil sagaz, que contagiou o público presente a Praça Velia Coutinho, deixando na galera um gosto de quero mais. Destaque ficou a cargo para a boa voz de Ana Gabriela e a boa pegada e postura de palco do guitarrista Hugo Pereira. A Jam Rock está na estrada certa, a longa estrada do rock n´roll.

Em cena agora toda a revolta e a irreverência da Iekuana, a banda trouxe na bagagem uma parede sonora cuspindo riffs nervosos e como um peso pesado literalmente bateu na ferida, toda a anarquia e atitude misturada a letras inteligentes, marcaram a apresentação matadora desta grande banda da cena local de Roraima, um detalhe interessante foi a boa escolha no figurino, uma vestimenta inspirada nos garis de rua, que mais parecia Devo e Mano or Astroman. Porrada na orelha, varrendo o lixo do país para debaixo do tapete.

Continuando a festa tivemos no palco o cantor, compositor e figurinha carimbada da cena local Sérgio Barros, que ao lado da banda argentina Duende Trio fez um show competente e com muita energia. O músico durante a apresentação chamou alguns convidados para o seu intitulado “Caldeirão Musical”, e botou todo mundo pra dançar numa Jam com uma vibe mpb, roraimeira n´roll, música eletrônica e fusion deixando aquela sensação de viajar na Srawberry Fields Forever Macuxi com pequenas doses de Manu Chao. Sérgio Barros, Profissão: Gênio.

Quarta atração da noite do Festival, a Somero já entra em campo com o jogo ganho, a banda tomou conta do palco com seu indie rock, e agora conta a vocalista Cora Rufino em sua formação. A banda passou a limpo seu set list para alegria da turma do gargarejo, o hit “Teu Sorriso” que ganhou um clip produzido pelo incansável Alex Pizzano, foi o ponto alto do show. A cozinha com Cléber Medeiros na batera e Paulo Soares no baixo, é bem entrosada e eficiente, e juntam forças com o talentoso Vinicius Tocantins, que lembra muito em sua performance o shoegazer John Squire, guitarrista da banda inglesa Stone Roses. A Somero fez o dever de casa provando que figura entre as melhores bandas do underground nacional.

Cora Rufino - A Voz da Somero

A banda amazonense Tetris está na ativa desde 2006, e desembarcou em Boa Vista trazendo na bagagem além da simpatia e bom humor, um som indie rock sujo com influências de White Stripes, Strokes e Libertines. Matheus & Cia subiram ao palco da Praça Velia Coutinho como um rolo compressor, fazendo um show responsa tocando uma música colada na outra, de carona no último EP da banda “Melhor Deixar pra Lá”, que traz 6 canções e teve lançamento no mês passado aqui mesmo em terras de Macunaima no Antique Pub. A banda vem se destacando no circuito underground de Manaus, e em 2008 teve um reconhecimento nacional em uma matéria publicada na revista Rolling Stones. O negócio é ficar ligado nesses moleques que vão longe.

Tetris gravando pra WEB TV Canoa

Última banda a se apresentar na primeira noite do Grito Rock –RR 2010, foi a Veludo Branco, que subiu ao palco e teve a responsabilidade de encerrar com chave de ouro (não confundir com a cachaça) a maratona roqueira. Com um estilo setentista, influenciado por Black Sabbatt, Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, a banda tocou no melhor estilo “arrasa quarteirão”, com um trabalho bem sólido nas canções próprias e também nos clássicos do rock sem firulas e sem perder a ternura. Mr Gonzo é o frontman da parafernália e conhece como poucos as raízes do rock n´roll, um show que deixou o público em letargia, destaque para o pout porrit com direito a Prple Haze de Jimmy Hendrix e Cocaine de Eric Clapton. “Louvado seja Deus que nos deu o rock n´roll”, assim disse uma vez o Mutante Arnaldo Baptista.

Mr Gonzo em ação - Louvando os deuses do Rock

A Bola fora da primeira noite do Festival foi o bolo da banda Quiker, sem comentários!!!

Por Sandro Nine
Colaborador - Coletivo Canoa Cultural