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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Veludo Branco – Festival Megafônica 2010 – Parte Final


Enfim chego ao ápice de nossa passagem por Belém. Em nosso penúltimo dia, a ansiedade pra tocar já me consumia imensamente, ainda mais pelo fato de ter visto na noite anterior shows muito bons, o que me excitou bastante o suficiente para abrir a primeira lata do dia as 9 da manhã, a fim de celebrar a chegada do nosso amigo Artur, que na ocasião substituiria o baixista Mirocem.

Partimos novamente com atraso para o Sebrae, afim de participar do Congresso Fora do Eixo. Ficamos por lá até o fim da tarde, e retornamos cansados para a hospedagem solidária e nos preparamos para irmos ao Açaí Birutas com nosso Cicerone Raul para o grande momento da Veludo Branco em Belém – O Show no Festival Megafônica.

Devo frisar que o Açaí Biruta é um lugar muito F****! O Som mais brutal proporcionalmente ao lugar que já toquei até então. Mas vamos ao que interessa o nosso show. Fomos escalados pra subir às 22 horas, porém com uns atrasos, acredito que subimos no palco perto da meia noite. A casa ainda estava recebendo o público, mas já havia pessoas suficientes para se apertarem na frente do Palco.

Tivemos a honra de sermos apresentados como uma das bandas mais pesadas do festival. É algo que não nego, me orgulha muito, pois apesar de nossa proposta musical ser enraizada no vintage, no rock n’ roll clássico, nosso objetivo sempre foi transformar a Veludo Branco, num Power trio pesado e visceral ao vivo! Acho que atingimos a meta quanto a nossa sonoridade.

Havia um ar de tensão entre nós no palco, pois seria a primeira vez em anos que Matuza e eu não tocávamos com Mirocem. Num primeiro instante fiquei inseguro porque havíamos feito apenas 2 ensaios com Artur, mas foi ouvir a batera do Matuza falando alto nos PA’S, e a primeira entrada de acordes minha em sincronia com Artur que toda a mágica que nos une começou!

Me arrepio nesse instante em que escrevo estas palavras, pois a felicidade de dividir novamente o palco com um grande amigo que tenho, e parceiro musical, Artur, juntamente com o Cara que traduz minhas idéias loucas de ritmo na bateria, Cesar, foi algo acima do sonhado!

A cada música tocada, parecia que os três eram velhos cúmplices. Tomamos de assalto Belém, e ver outra vez num show da banda, o público subindo no palco e dando moshs foi inesquecível!




O que falar do público de Belém? O mais insano e rock n’ roll que já tocamos até então! Se há uma cidade que bato no peito e digo que agora é especial pra banda, essa é Belém, pode anotar babe! Pela recepção, pelos espaços que tivemos pra divulgarmos nosso trabalho, pelas amizades que cultivamos, pelo público insano, pelo açaí, pelas lindas mulheres de glúteos favoráveis, e pela cena absurdamente rica e plural!



Com o show encerrado, o publico em delírio, e nós mais ainda, a missão da Veludo Branco estava cumprida! Era hora de descer do palco, fazer os contatos, articular novos shows e colher os frutos de nossa passagem por Belém.

Obrigado ao convite do Coletivo Megafônica, ao Canoa Cultural por nos ajudar a viabilizar nossa circulação, ao Circuito Fora do Eixo, aos Coletivos do Norte, os amigos Raul Bentes e Família, Paris Rock, The Baudelaures, Dharma, Fábio Gomes – Som do Norte, Casarão Floresta Sonora e toda Turma da Culatra (risos), os irmãos Brown-Há, Mini Box Lunar, Manola Vilas Boas, todas as bandas em geral e a todos os amigos de copo que não guardei os nomes, as pessoas que nos cumprimentaram, compraram nossos produtos, tiveram junto de nós enquanto tocávamos, aos Deuses do Rock N’Roll, que sempre conspiram favoráveis a Veludo Branco, seja onde estivermos, e é claro, a três pessoas, Cesar Matuza, Artur e Mirocem (mesmo não estando presente fisicamente) de valor inestimáveis e importantes na minha história musical, que puderam me proporcionar mais uma vez na vida, vivenciar meu sonho de garoto, de fazer o rock n’ roll rolar, pegar a estrada, e ser feliz fazendo o que mais me realiza nesse plano: Rock N’Roll!

Fim.

Victor Matheus
(ouvindo Black Crowes – Jealous Guy)


Ripado de roraimarocknroll.blogspot.com/

Veludo Branco – Festival Megafônica 2010 – Parte 1

Meu caro, se há 10 anos atrás alguém chegasse para mim e dissesse: “terás uma banda de rock n’ roll, viajarás pelo norte do Brasil, tocarás em Belém, e terás um show foda por lá!” eu sinceramente riria na cara desse sujeito. Pois bem, como isso nunca aconteceu, e hoje a profética frase se transformou em realidade, posso lhe dizer caro leitor, Belém é foda! Vou deixar meu breve relato in loco de nossa estadia de 4 dias, abordando um lado mais pessoal e de bastidores do que foi nossa passagem pela terra do Calipso, do TechnoBrega e do público mais rock n’ roll que já tocamos até então. Na verdade, toda essa história começou em Macapá, com nossa participação no Festival Quebramar 2010. Ao retornarmos a Boa Vista, recebemos o convite do Coletivo Megafônica para participarmos do 1º Festival Megafônica, e segundo o que capitei nos ares Beleenses, foi nossa performance no Quebramar que cativou os organizadores do Festival. Esse convite veio bem a calhar, pois eu já estaria em Belém para participar do Congresso Fora do Eixo – Etapa Norte, junto ao coletivo Canoa Cultural. Esse fato demonstra claramente como os deuses do Rock conspiram ao nosso favor, ou será apenas uma boa coincidência? Para nosso show em Belém, não poderíamos contar com a formação completa da Veludo, pois nosso baixista teria outros compromissos profissionais na mesma data. Por conta disso, convidei um velho amigo das antigas, Artur Guilherme para dar essa força no baixo. Fizemos 2 ensaios rápidos, e como já havia uma química musical entre nós, foi como voltar aos velhos tempos de rock n’roll que fizemos juntos. Aproveitamos o encontro para resgatar uma saudosa música que compusemos juntos nos tempos de Mr Jungle, chamada “Fazendo Rock N’Roll”, dando uma pegada mais vintage e swingada em relação a versão original, que é mais linear ao melhor estilo AC/DC. Disse assim “vamos levar Fazendo Rock N’Roll mais pro espírito Led Zeppelin, James Brown, algo mais quente como a gente – risos”. Foi instantâneo. O arranjo veio tão naturalmente que parece que a música sempre foi tocada assim.



Passagens compradas, Cesar Matuza e eu chegaríamos dia 26, uma quinta feira, enquanto Artur somente no dia do show por conta do seu trabalho e estudos. Fomos recebidos pela equipe de atendimento do Coletivo Megafônica, e devido a logística, nos receberam com transporte solidário (devo dizer também que o percurso até nossa hospedagem solidária foi bem, digamos, cheio de adrenalina, por conta de nosso agradável motorista psicopata e gente boa que acabo de esquecer o nome – perdoem-me – lembrei (risos) Daniel) Ficamos hospedados, a convite, no apartamento do amigo jornalista Raul Bentes, responsável pelo cerimonial do Festival, e da web rádio Independentes do Brasil. Desde já deixo aqui nosso agradecimento pela recepção que tornou nossa viagem mais agradável e memorável.

Dei uma entrevista para a MTV Belém , canal 25, onde falei sobre a Veludo Branco, o Coletivo Canoa Cultural e a cena do nosso estado. Me chamou muito a atenção o som do Dharma, e o fato do baixista me lembrar o Chaves, pois sempre que acabava a música e todos silenciavam-se, ele vinha com alguma pérola em resmungo (desde xingar o tecladista que não estava lá a outras coisas mais estranhas – risos)





A noite, nosso cicerone Raul e seu primo Andrei nos levaram ao Rock N’Roll Circus, lanchonete da cidade com sanduíches deliciosos com nomes bem sugestivos. Comemos e partimos para um pub chamado StudioPub, onde conferimos um show-tributo ao Led Zeppelin, com uma banda muito eficiente e um vocalista caricato que lembrava uma mistura de Dio e Daltrey, e as madeixas e timbre de voz de Plant.



Finalizamos nossa épica noite etílica no Subway, e nem preciso citar o grande mico do embriagado aqui que vos escreve, que ao chegar no local pediu um “xis salada”. É esse tipo de gafe que acontece com pessoas que não são acostumadas a grandes cidades e lugares diferentes para apreciar a gastronomia local de franquias.


Devido ao meu estado etílico pouco recomendável pela organização mundial de saúde, fui levado de maca para nossa hospedagem solidária. nem preciso dizer quantos engoves e caldos foram precisos para me reestabelecer pro dia seguinte neh?



Devido ao meu estado etílico pouco recomendável pela organização mundial de saúde, fui levado de maca para nossa hospedagem solidária. nem preciso dizer quantos engoves e caldos foram precisos para me reestabelecer pro dia seguinte neh?


(continua no próximo episódio...)

Ripado do roraimarocknroll.blogspot.com/