segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Canoa Editorial - Fala Vinícius: IV ENCONTRO DE ALTA CILINDRADA - 03, 04 e 05 de Outubro

*Fotos Saulo Oliveira

Em 2010 podemos comemorar a consolidação de algumas ações, uma delas é o encontro de Alta Cilindrada organizado e produzido pelo Roraima Moto Clube. Esse ano o evento cresceu e tomou corpo de gente grande, o público já começou a se aglomerar para encontrar seus ídolos.


Desde o ano passado, o evento se instala no estacinamento do estádio canarinho dispondo de uma ótima estrutura. Lá, era possível ter uma ampla área de circulação, praça de alimentação, palco alternativo e vários stands de patrocinadores.

Um charme único do evento eram as motos que aterrizaram por lá. Foram várias marcas e vários contrastes, momento ideal para os curiosos tirarem fotos e sentirem de perto a verdadeira emoção que as motocicletas proporcionam.



Em se tratando dos shows aconteceram evoluções nesta segunda edição. Comparando ao ano passado, 2010 vence. Teve-se a roqueira Pitty e o Elvis Cover Renato Carlini como atrações. Outro fato a ser comemorado foi é a circulação de bandas locais durante o encontro, destaques para o show da AltF4 no primeiro dia, o show da Elvis From Hell e o explosivo pré-show do Mr Jungle com uma formação de última hora que contou com a participação de Mr Gonzo (Veludo Branco).

Mas a grande atração já comentada por aqui foi a Pitty, que fez o aeroporto de Boa Vista parar para a sua chegada. O show começou já na madruagada de domingo. O repertório foi construído com todos os clássicos da banda e os sucessos do último cd como Fracasso e Me Adora (última música do Show). Tivemos deslizes por parte da cantora: confundindo Roraima com Rondônia, e deslizes por parte do público: que atirou 3 latinhas de cervejas no palco durante a apresentação. Atitudes essas que não combinaram com a noite. A banda é muito boa, quem ainda acha que a banda Pitty é Emo, precisa ver o show pra mudar de opinião. Eu gostei bastante do show, queria destacar a perfomance de alguém, mas os quartos integrantes foram muito bons e super energéticos.




E o evento terminou de forma satisfatória. A vinda de bandas autorais de renome nacional como a Pitty só vem mostrar que o encontro já está criando nome na cidade e que o público, assim como as bandas locais, já aguardam a edição 2011. Fontes próxima à produção do evento me contaram que O RAPPA é a grande pedida para 2011.

Vou esperar que as especulações se confirmem.



Vinícius Tocantis

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rock, Independência e muito mais!



“Nada me impede de ser como eu sou!” é o que diz a letra de uma das músicas da banda Elvis From Hell. Essa característica de não perder as origens foi o quese viu no Rock da Independência deste ano. Porém, mostrando a experiência que se ganha em se realizar o evento todo ano, essa versão 2010 também apresentou a maturidade obtida nos quatro anos em que a comemoração foi realizada e os diferenciais trazidos com ela.

Ostin, Elvis From Hell, Gang do RAP, Iekuana, Alf+f4 e H.C.L. se apresentaram no últido dia 6 na Orla Taumanã, para um público variado. As famílias das bandas, os amigos, crianças com instinto de cinegrafistas, turistas venezuelanos, cães, passarinhos, artistas locais, acadêmicos, professores, profissionais e quem mais se disponibilizou a acompanhar o RI 2010, viu boas apresentações, pouco atraso, organização, em um evento que trouxe Rock e RAP para o público, usando uma mistura de bandas experientes e estreantes.




As letras românticas com um tom adolescente de Ostin e Alt+f4, reforçadas pelo HardCore da H.C.L, faziam contraste as letras pesadas e escrachadas da Banda Elvis From Hell. A crítica social e os problemas da periferia foram refletidos pelas rimas do Grupo de Rap GDR, A Gang do Rap e pelo som pesado e a voz potente do vocalista Stalen nas músicas da Banda Iekuana.

Dentre as presentes, Iekuana era a única banda com participações em todas as edições do Rock da Independência. Por outro lado, H.C.L., Ostin, Elivis From Hell e o Grupo GDR, apresentavam-se pela primeira vez no evento. “Eu sempre vim pra cá nos anos anteriores e via as outras bandas tocando. É bom poder estar do outro lado e mostrar o nosso trabalho para esse público”. Disse Maicon Ferrin vocalista da banda H.C.L..

A expectativa da estréia no evento também foi compartilhada por Yuri, vocalista da banda Elivs From Hell. “A estou numa expectativa muito grande para começar o show, será a primeira apresentação da nossa banda no Rock da Independência, espero que tudo de certo e que o público curta o nosso som”.





Grupo de RAP se une ao evento

Dentre as novidades do Rock da Independência desse ano, a participação do grupo de RAP GDR, foi uma das mais marcantes. Os rapazes das rimas dividiram o palco com os roqueiros e mandaram suas mensagens para o público.

“É muito importante essa junção do Rock com o RAP. Essa união, essa oportunidade de mostrar a diversidade dos sons que se fazem em Boa Vista e de cada um ter a oportunidade de mandar sua mensagem para o público da maneira que melhor sabe”. Disse o MC Tiago, um dos integrantes da Gang do RAP.

Acompanhando o evento o compositor George Farias também elogiou a participação do Grupo. “Estou achando muito legal esse Rock da Independência, até em razão de não estar sendo tocado só Rock, gostei da participação dos meninos do RAP, é muito legal que um outro ritmo possa ter espaço em um evento como este. É bom para todo mundo”.




A parte que o público não vê

Desde o início de sua concepção, a versão 2010 do Rock da Independência tinha como palavra chave a co-produção, refletida na necessidade de as bandas verem a importância geral da realização do evento e se tornarem parceiras e não só consumidoras. Com a participação de todos O RI 2010 ocorreu sem maiores atrasos e problemas, dando oportunidade de todos mostrarem o seu trabalho.



Enquanto as bandas tocavam a organização trabalhava, na barraca do Canoa eram vendidos artigos das bandas locais e comida e bebida para o público. A equipe de comunicação filmava, fotografava, entrevistava e o twitter do Canoa contava os últimos acontecimentos para aqueles que não puderam vir a Orla. A equipe de sonorização trabalhava para que as bandas pudessem se apresentar sem transtorno, permitindo que o grande artista da noite: O Rock do Independência 2010 desse seu show.



A estrutura que o evento recebeu foi percebida e elogiada por aqueles que acompanham o Rock da Independência há mais tempo. “É bom ver o crescimento, a estrutura e a preparação que o Rock teve esse ano. É uma festa que sempre acontece, mas que não parou no tempo, evoluiu e provavelmente vai melhorar a cada ano.” Disse Stalen Bucley, vocalista da Banda Iekuana, músico que participou de todas as edições anteriores do evento.

A acadêmica do jornalismo Paola Rafaela, outra que sempre esteve presente nas últimas edições também elogiou a estrutura montada nesse ano. “Estou achando super legal, está bem organizado, sem atrasos, a estrutura está boa, estou gostando de ver”.

Aqueles que acompanharam o evento pela primeira vez também fizeram seus elogios. “É a primeira vez que eu venho, estou gostando. O ambiente é bom, as pessoas são legais, não teve nenhum problema, está todo mundo tocando na boa. Está bem interessante esse Rock”. Disse Emmily Melo, acadêmica da UFRR.




Ainda existe água na lembrança das pessoas

A edição 2008 do Rock da Independência acabou sendo encerrada pela ação da natureza. A banda Sheep tocava na Orla enquanto o pano de fundo da apresentação começou a ganhar alguns relâmpagos. Quanto mais o show prosseguia, mais flashes naturais iluminavam a Orla. Água e ventos chegaram em seguida. O que se viu depois foi o pessoal do Canoa correndo para proteger a bateria e o público se escondendo de uma chuva que durou no mínimo meia-hora. Resultado: estava terminado o Rock da Independência 2008. Mesmo assim a lembrança dessa chuva ainda ficou na cabeça daqueles que haviam participado do evento.

A acadêmica do jornalismo Paola Rafaela comentou o acontecido. “Uma das coisas legais nesse ano foi a montagem dessa tenda grande. Foi bom, pois poderia acontecer uma chuva que nem em 2008. Dessa vez o pessoal se preparou. Achei legal. Se chover, dessa vez, teremos onde nos esconder”. Disse.

Aqueles que acreditam em São Pedro, agradeçam. Esse ano não choveu. Mas a tenda montada na Orla mostrou o aprendizado com os descuidos do passado e que se a água viesse esse ano o estrago seria menor.



Se todo mundo gostasse não seria Rock

O leitor mais atento já deve ter pensado: “Nossa, que evento perfeito esse. Não houve falhas, tudo deu certo, todo aprovou, até os deuses esqueceram de mandar a chuva destruidora. Tá bom, conta outra. Será que vão tentar me convencer que foi tudo um mar de rosas?”.

É verdade leitor atento. Não foi um evento perfeito. Aconteceram falhas. Nem todo mundo amou o RI como os falaram nos depoimentos acima. Afinal, se todo mundo tivesse gostado não seria Rock. Dentre as declarações de desgosto, gostaria de relatar uma que chegou aos celulares de um dos membros no Núcleo de Comunicação do Canoa. Uma mensagem de texto que mostra o descontentamento de parte do público com o evento.

A mensagem dizia: - “TOMA ROCK (acredita-se que se quis dizer Coletivo Canoa ou Rock da Independência, mas se disse TOMA ROCK): Mistura subversiva de ritmos no max da vocalização urrada sob letra verídica em realidade opaca e morta”. De fato é melhor se expressar desse jeito que simplesmente dizer que “o negócio tava ruim”.

A verdade é que evento nenhum agradará 100% do público, porém essa afirmação é tão obvia que nem merece estar aqui. Para aqueles que não se agradaram, cabe a eles o agradecimento por terem comparecido, assistido e se expressado. Isso é agitar a cena. Trazer o evento a vista das pessoas e ouvir a opinião delas, para assim melhorar nos próximos. O sucesso desse Rock só poderá ter uma avaliação real no ano que vem, quando se verá quem mais ganhará experiência em participar dele e quantas estréias acontecerão. Enquanto isso não chega, ficam aqui as palavras e as fotos desse ano e as dúvidas para o ano que vem.

Guarda-se a esperança que o Rock da Independência nunca seja impedido de ser o que é.

Até a próxima chuva!





sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Reuniões entre o PCult e os candidatos iniciaram na última quarta-feira



O Brasil ainda é um pais cheio de problemas sociais. Carente na saúde, educação, segurança. Roraima não é diferente disso. O Estado tem os mesmos problemas que o resto do Brasil, agravados por particularidades locais nada animadoras.

Agora é época de eleição. O horário político começou. Candidatos pedem votos, falam bonito, enchem os ouvidos da população. Hospitais, habitação digna, iluminação, estradas, emprego, tudo isso é prometido e reprometido por candidatos de todos os partidos.

O que poucos eleitores talvez se atentem é que quase nenhum candidato fala abertamente sobre CULTURA. Será que aqueles possuidores de muito tempo preferem investir em temas mais “importantes”, enquanto os que não tem tanto tempo no horário gratuito preferem não gastar seus preciosos segundos falando sobre cultura? Seria realmente isso? É errado fazer qualquer afirmação, mas se os políticos dos tantos P-algumacoisa existentes não querem falar sobre Cultura, o PCult quer.


E assim, o PCult Roraima começou a realizar reuniões com os concorrentes as eleições 2010. O primeiro encontro entre o PCult e os políticos aconteceu no último dia primeiro de setembro, no Espaço Marreta e contou com a participação dos candidatos Damosiel e Teresa Jucá.

Primeiro Teresa, prefeita de Boa Vista por três mandatos, depois Damosiel, deputado estadual que busca um novo mandato, puderam expor suas propostas voltadas a Cultura e receber a carta de propostas do PCult, documento o qual sugere medidas a serem tomadas para tentar sanar as necessidades de políticas públicas voltadas para a Cultura.



O tom dos candidatos sempre foi de parceria. Tanto Teresa, quanto Damosiel sugeriram que a construção das políticas para a Cultura deve ser realizada em conjunto com os gestores e culturais e os seguimentos ligados a Cultura. Cada um deles se comprometeu a buscar essa parceria e honrar o compromisso com as políticas culturais, caso sejam eleitos.

Ao fim da reunião Damosiel gravou um vídeo para o PCult afirmando seu compromisso. Teresa teve que sair para outra encontro, mas também se disponibilizou a gravar o vídeo. Os depoimento dos candidatos são uma demonstração das atividades do PCult e do compromisso dos políticos com a Cultura.

Manoel Vilas Boas e Hudson Romério, representantes do PCult Roraima avaliaram de maneira positiva essa primeira reunião entre Partido da Cultura e concorrentes as eleições 2010.

“A reunião foi muito boa. Cumprimos o objetivo. Ouvimos e fomos ouvidos. Esperamos que os compromissos sejam honrados e que esses encontros sirvam para dar ao nosso estado políticas voltadas para a Cultura que tenham efeito real”. Disse Manoel Vilas Boas.

“Demos o primeiro passo, isso foi muito importante. Agora devemos continuar. Acredito que os candidatos comparecerão e participarão. Estamos trabalhando para conseguir um bem maior para a Cultura de Roraima”. Afirmou Hudson Romério.

Os encontros com os candidatos seguirão por todo o mês de setembro. Qualquer político interessado em mostrar suas propostas para a Cultura deve participar. Mais informações sobre os encontros podem ser obtidas com os gestores culturais Manoel Vilas Boas, 8115-4400(TIM) e Hudson Romério, 91266946(VIVO).

Candidatos: MOSTREM SUAS PROPOSTAS JÁ!

Pablo Felippe - Núcleo de Comunicação do Canoa Cultural

Dúvidas e/ou reclamações: (95) 9115-3431(VIVO)/(95) 8125-8437(TIM)
www.pablofelippe@gmail.com / nucomcanoa@gmail.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Partido da Cultura de Roraima inicia o debate político com os candidatos



Nesta quarta-feira (1) no Espaço Marreta, a partir das 18h, será realizado a primeira reunião do Partido da Cultura (PCult) Roraima com a presença de candidatos aos cargos políticos destas eleições. Os candidatos Teresa Jucá e Damosiel confirmaram presença no debate. Qualquer candidato disposto a mostrar suas propostas voltadas a aérea cultural poderá participar.

No encontro, um grupo de gestores culturais de Roraima apresentará a Carta de Propostas do PCult Local. Com esse documento os representantes do Partido da Cultura pretendem mostrar aos candidatos as necessidades da Cultura no Estado e conhecer seus projetos para o tema.

“O PCult quer ouvir as propostas dos candidatos e também mostrar as necessidades identificadas por nós. Queremos saber o que cada político pode fazer por iniciativa própria e também sua avaliação sobre as propostas do PCult”. Disse Manoel Vilas Boas, presidente do Coletivo Canoa Cultural.

O PCult convida todos os concorrentes as eleições 2010 a mostrarem e debaterem suas propostas para a área da cultura. Os representantes do Partido da Cultura se reunirão com os candidatos no Espaço Marreta, na Rua Cerejo Cruz, 786, Centro. Os interessados nessa discussão devem procurar os representantes do PCult e informar quando poderão comparecer. O espaço estará disponível durante todos os dias da semana, com exceção das sextas-feiras.

Aqueles que desejarem mais informações sobre o PCult ou sobre a participação nos encontros devem procurar os gestores culturais Manoel Vilas Boas por meio do número celular 8115-4400 e Hudson Romério, no telefone 9126-6946.

Rock da Independência 2010



O Coletivo Canoa Cultural promoverá em parceria com as bandas de Rock locais a edição 2010 do ‘Rock da Independência’. O Evento será realizado na segunda-feira, 6 de setembro, véspera de feriado, na Orla Taumanã, a partir das 18h, com entrada franca.

Está confirmada a participação das bandas Ostin, HCL Iekuana, Alt + f4, Elvis From Hell e do Grupo de Rap GDR, A Gang do Rap. Além dos shows haverá venda de produtos das bandas ligadas aos Coletivos Fora do Eixo.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas entrando em contato com os telefones 8115-4400 (TIM), Manoel Vilas Boas, presidente do Coletivo Canoa Cultural, 8113-0894 (TIM), Victor Matheus, produtor cultural do Coletivo e 9115-3431 (VIVO), Pablo Felippe, Núcleo de Comunicação do Coletivo ou ainda pelo endereço eletrônico: nucomcanoa@gmail.com.